sábado, 24 de novembro de 2012

As Duas Pulgas (by Max Gehringer)


Enviado pela Fernanda Flávia

Duas pulgas diretoras estavam conversando e então uma comentou com a outra:
- Sabe qual é o nosso problema? Nós não voamos, só sabemos saltar. Daí nossa chance de sobrevivência quando somos percebidas pelo cachorro é zero.
É por isso que existem muito mais moscas do que pulgas.

Elas então decidiram contratar uma mosca para treinar todas as pulgas a voar e entraram num programa de treinamento de vôo e saíram voando. Passado algum tempo, a primeira pulga falou para a outra:
- Quer saber? Voar não é o suficiente, porque ficamos grudadas ao corpo do cachorro e nosso tempo de reação é bem menor do que a velocidade da coçada dele.
Temos de aprender a fazer como as abelhas, que sugam o néctar e levantam vôo rapidamente.

Elas então contrataram uma abelha para lhes ensinar a técnica do chega-suga-voa.
Funcionou, mas não resolveu. A primeira pulga explicou por quê:
- Nossa bolsa para armazenar sangue é pequena, por isso temos de ficar muito tempo sugando. Escapar, a gente até escapa, mas não estamos nos alimentando direito.

Temos de aprender como os pernilongos fazem para se alimentar com aquela rapidez.
E então um pernilongo lhes prestou treinamento para incrementar o tamanho do abdômen. Resolvido, mas por poucos minutos. Como tinham ficado maiores, a aproximação delas era facilmente percebida pelo cachorro, e elas eram espantadas antes mesmo de pousar.

Foi aí que encontraram uma saltitante pulguinha, que lhes perguntou:
- Ué, vocês estão enormes! Fizeram plásticas?
- Não, entramos num longo programa de treinamento. Agora somos pulgas adaptadas aos desafios do século XXI. Voamos, picamos e podemos armazenar mais alimento.
- E por que é que estão com cara de famintas?
- Isso é temporário. Já estamos fazendo treinamento com um morcego, que vai nos ensinar a técnica do radar de modo a perceber, com antecedência, a vinda da pata do cachorro. E você?
- Ah, eu vou bem, obrigada. Forte e sadia.

Mas as pulgonas não quiseram dar a pata a torcer, e perguntaram à pulguinha:
- Mas você não está preocupada com o futuro? Não pensou em um programa de treinamento, em uma reengenharia?
- Quem disse que não? Contratei uma lesma como consultora.
- Mas o que as lesmas têm a ver com pulgas, quiseram saber as pulgonas.
- Tudo. Eu tinha o mesmo problema que vocês duas. Mas, em vez de dizer para a lesma o que eu queria, deixei que ela avaliasse a situação e me sugerisse a melhor solução. E ela passou três dias ali, quietinha, só observando o cachorro e então ela me disse:

"Não mude nada. Apenas sente na nuca do cachorro. É o único lugar que a pata dele não alcança."

Moral da história:
Você não deve focar no problema e sim na solução.
Para ser mais eficiente é necessário estudar e analisar.
Muitas vezes, a GRANDE MUDANÇA é uma simples questão de reposicionamento, execução e praticidade.
Não queira complicar, seja prático e objetivo.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Férias - em processo

Em 2013, finalmente teremos férias novamente. Vamos para Foz do Iguaçu. Um pulinho rapidinho para ver as cataratas de perto.


A primeira parte do check-list já está feita. 

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Uma canção para Luciana

Meu nome foi escolhido por causa de uma música que fez muito sucesso na década de 1970. Não gosto daquela música, acho a melodia triste e a letra pouco interessante. Porém, outro dia descobri sem querer que Vinicius de Morais também tem uma música com o meu nome.


Olha que o amor, Luciana
É como a flor, Luciana
Olhos que vivem sorrindo
Riso tão lindo
Canção de paz

Olha que o amor, Luciana
É como a flor que não dura demais
Embriagador
Mas também traz muita dor, Luciana

A canção pode ser ouvida no site oficial do poetinha http://www.viniciusdemoraes.com.br/site/article.php3?id_article=1147. Por isso, oficialmente, essa é a minha música.

Meias


Depois de finalmente investir no visual da casa, agora é hora de voltar a cuidar de mim mesma. E eu, definitivamente, preciso comprar meias...


sábado, 10 de novembro de 2012

Um Método Perigoso

Acabamos de assistir "Um Método Perigoso", dirigido por David Cronenberg. O filme romanceia fatos e mostra como a relação entre Sigmund Freud e Carl Jung  fez nascer a psicanálise. Minhas impressões:

  • É um grande filme, com belíssima direção de arte, figurino e reconstituição de época - se bem que filmar em Viena não deve ser mesmo tão difícil - e com elenco masculino estrelado.
  • É o mais fácil e digerível longa do Cronenberg que já vi. E eu particularmente prefiro quando o diretor canadense pesa a mão e produz obras como "Senhores do Crime" (2007), "Marcas da Violência"  (2005) e "Spider - Desafie sua Mente" (2002), além do inesquecível "Mistérios e Paixões" (1991), que vi no Cine Humberto Mauro na década de 1990 e até hoje me causa arrepios.


  • Os três principais atores do filme têm atuações notáveis, mas Viggo Mortensen (que fica sempre melhor quando está de barba) destaca-se com uma performance impressionante e impecável, que lhe valeu a indicação ao Globo de Ouro como Melhor Ator Coadjuvante (2011).
  • O longa conta ainda com  participação especial luxuosa de Vicent Cassel, que tem um papel curto, mas marcante. O ator até parece um bocado mais novo por estar de barba. Deu para imaginar o que a maravilhosa Monica Bellucci deve ter visto nele.

  • Por fim, continuo não vendo graça nenhuma nas atuações da Keira Knightley. Os ataques histéricos do começo do filme parecem forçados, irreais. Para mim, a atriz inglesa é uma versão feminina do insosso Tobey Maguire. Eu teria gostado mais do filme se o espaço da Keira e sua personagem tivesse sido menor, e a relação Freud-Jung fosse mais explorada.